O Impeachment
O que assistimos hoje foi algo maior do que surreal.
O que vimos hoje, foi algo trágico para a democracia brasileira.
O que presenciamos hoje, foi algo lastimável para o combate a corrupção no país.
O que passamos hoje foi algo impressionantemente golpista
Hoje, assistimos, vimos, presenciamos e passamos por tudo isso. Todo esse carnaval midiático tem um propósito bem claro (ficou mais claro com a manutenção dos direitos políticos de Dilma Vana Roussef), o fim da Lava jato, a conquista da imunidade parlamentar e política para os acusados e processados.
Ficou, ainda mais claro, que se tratou de um golpe, quando os senadores, em uma segunda votação, mantiveram a elegibilidade de Dilma Vana Roussef. A mesma constituição, que tanto foi citada pelos golpistas, para defender que não se tratava de golpe, no mesmo texto que trata da legalidade do Impeachment, coloca que a perda dos direitos políticos por 8 ANOS, é parte integrante e conjunta da lei.
Ao dividirem a votação estavamcomeçando a afirmar a natureza golpista do processo. Bateram o martelo, na certeza golpista do processo, quando não cassaram os direitos políticos dela.
O que levou 36 senadores a mudarem o seu voto na segunda votação.
A confirmação da impunidade.
A confirmação de que, não mais seriam julgados por serem ladrões, corruptos e safados.
Quiseram, com isso, mostrar que são políticos bons, honestos e de bom caráter. Na verdade, com este ato, assinaram o seu certificado de golpistas brasileiros.

Filipe Cunha Barreto Gomes Franca - Para a Revista Armazém 15